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Mostrando postagens de julho, 2011

Vale planeja investir em projetos de siderurgia

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A Vale, maior produtora de minério de ferro, planeja investir em projetos de siderurgia no Brasil. O objetivo é garantir uma segurança para a demanda futura pelo mineral, disse Murilo Ferreira, presidente da Vale, em conferência com analistas do mercado financeiro. "Por meio desses projetos podemos criar uma demanda cativa pelo nosso minério de ferro. Estimamos ter aproximadamente 230 milhões de toneladas de minério de ferro provenientes de Carajás no futuro. Hoje a produção atual de Carajás é da ordem de 100 milhões de toneladas. É impossível construir um novo Carajás, sem conhecer a demanda da comunidade", disse Murilo Ferreira, presidente da Vale, em conferência com analistas do mercado financeiro. Ferreira lembrou que há incertezas quanto ao futuro: "As siderúrgicas no Brasil não investem em aço, tentam ser mineradoras. Hoje podemos ficar aqui e todo mundo virá comprar nosso minério de ferro, mas não sabemos como será no futuro. É muito importante reconquistar a...

Vale derrama minério de ferro em praia do Espírito Santo

Não foi à toa que no último dia 14 de junho os pescadores da praia de Camburi se revoltaram com a grande quantidade de pó preto encontrada na areia. O motivo de tanta reclamação foi um derramamento de minério de ferro pela Vale na região norte da praia de Camburi no dia 7 de junho, mas o crime ambiental foi ocultado da sociedade tanto pela empresa como pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). Segundo denúncia feita à Associação dos Amigos da Praia de Camburi (AAPC), esta semana, o minério alterou a cor da areia que ficou vermelha após o acidente e deixou uma larga faixa de minério de ferro em diversos pontos. No dia 14 de julho, pescadores da região chegaram a reclamar da grande quantidade de minério nas areais da praia. Entretanto, foram informados pelo Iema que a Vale implantou e continua em andamento com a última etapa de construção da Wind Fence, o que deveria reduzir pela metade a emissão de particulados pela mineradora. Na ocasião, os pescadores ...

O VERDADEIRO COMUNICADO DO GOVERNO DO ESPÍRITO SANTO - Como será para Anchieta?

Um menos de 1 minuto você vê o recado do "governo" do Espírito Santo às famílias capixabas. Caso entenda que as filmagens são de 1968 é mera coincidência, são de 2011 em Vitória, ES, após o governo negar diálogo com a sociedade.

CSU: Vale se impõe na Chapada do A e anuncia construção de usina em 2013

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Por: Flavia Bernardes   A Vale anunciou que irá começar as obras da Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU) em Anchieta, em 2013. Com um investimento de R$ 10 bilhões, o que a mineradora não diz é que continua com o processo de assediar os moradores da Chapada do A, mesmo após o Termo de Ajustamento de Conduta, assinado para garantir a segurança das famílias. A permanência das famílias descendentes de indígenas que vivem na Chapada do A, área pretendida pela empresa para a construção da CSU/Vale, é prevista pela condicionante n°38 definida antes mesmo de a Licença Prévia (LP) ser concedida à empresa. Momentaneamente, a notícia foi comemorada pela comunidade, mesmo sabendo que estas famílias demandarão estruturas específicas de passagem pelo corredor logístico da siderúrgica, ou seja, estariam definitivamente ilhadas pelo empreendimento. O que ocorre, segundo os moradores, é que a Vale, que se comprometeu a cessar o assédio sobre os moradores da região, não está cumprindo a sua palavr...

Vale ainda busca parceiros para siderúrgica de Ubu

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A Vale ainda está em busca de um parceiro para a Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU), que será instalada no Espírito Santo. A informação é do diretor executivo de marketing, vendas e estratégia da Vale, José Carlos Martins. Já a Aços Laminados do Pará (Alpa), segundo o executivo, deve ter as suas obras iniciadas até o fim do ano. O projeto da Alpa ainda está sujeito à aprovação do conselho de administração da mineradora. Recentemente, Martins afirmou que a Vale pretende investir esse ano mais de US$ 1 bilhão em seus projetos siderúrgicos. Hoje a Vale participa dos projetos ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), Aços Laminados do Pará (Alpa), Companhia Siderúrgica do Pecém e Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU). No total, esses projetos devem adicionar uma capacidade de produção de 18,5 milhões de toneladas de placas de aço. Frete Martins afirmou que a diferença entre o preço do frete para o minério de ferro entre Brasil e Austrália, o principal concorrente do Brasil para...

VALE cria "LISTA SUJA” e é condenada no Espírito Santo por dano moral coletivo

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Por ter pressionado empresas terceirizadas e contratadas a dispensar ou não admitir empregados que haviam ajuizado reclamação trabalhista contra ela, criando assim uma “lista suja”, a Vale S.A. foi condenada ao pagamento de indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 800 mil, revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). A condenação, imposta pela Justiça do Trabalho da 17ª Região (ES), foi mantida pela Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho.  Em agosto de 2006, a 12ª Vara do Trabalho de Vitória recebeu a denúncia contra a Vale do Rio Doce em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho da 17ª Região (ES), que pedia a condenação da empresa. A conduta discriminatória empresarial foi confirmada pelo juízo de primeiro grau, e a Vale do Rio Doce foi condenada ao pagamento de indenização pelo dano causado aos trabalhadores. Após ter o recurso indeferido no Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, a empresa recorreu à instância superior, mas a co...

Vale tenta instalar siderúrgica em Anchieta, mas pesquisa aponta que além de degradar o ambiente ela também se beneficia de trabalho escravo

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Pesquisa do Observatório Social, que foi lançada no dia 22 de junho em São Paulo, revelou fraudes e trabalho escravo numa das mais importantes cadeias produtivas no Brasil, a produção do aço no pólo de Carajás, atingindo os estados do Pará e Maranhão. Nas cidades no entorno de Marabá (PA) e Imperatriz (MA), onde se concentram as empresas de siderurgia na produção do ferro gusa, uma série de irregularidades foi apontada pelo estudo coordenado pelo jornalista Marques Casara, membro do Observatório Social. “O Pará é estado com o maior número de trabalhadores escravos. Nós não fizemos a conta, não somamos, pois é impossível fazer isso. São milhares”, afirma Casara. Sobre a degradação ambiental envolvida no processo de produção, o estudo aponta que as áreas mais prejudicadas são as reservas indígenas, e Áreas de Preservação Permanente (APP). “O carvão é retirado ilegalmente de terras indígenas e de áreas de preservação sendo esquentado (tornado legal) com o uso de documentos forjados e medi...